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02/09/2020

Receitas acessórias inteligentes para as concessionárias de iluminação pública

É incontestável o crescimento exponencial da quantidade de aparelhos celulares por habitante, tanto no Brasil quanto no mundo, e o consequente aumento do tráfego de voz de dados. Ainda que as operadoras tenham realizado investimentos maciços na ampliação da rede de telefonia móvel nos últimos anos, o aumento da oferta de estações de rádio base no modelo tradicional -as ERBs - não tem dado conta da demanda em pontos específicos, tais como regiões metropolitanas densamente povoadas ou com alta concentração de pessoas. Esse quadro motivou o surgimento de alternativas complementares ao modelo tradicional, as smallcells e os postes multiuso.

Assim, a demanda por conectividade wireless continua crescendo em todo o mundo, criando a necessidade da rápida expansão da cobertura para assegurar que os usuários continuem a receber o serviço como eles esperam. Nos países desenvolvidos, uma torre de telefonia atende entre 500 e mil aparelhos móveis, enquanto que, no Brasil, a relação é de cerca de 3,5 mil aparelhos móveis por torre. Nas estimativas do mercado, nos próximos cinco anos, as operadoras de telefonia no Brasil precisarão instalar cerca de 80 mil antenas.Isso sem contar que, com achegada da tecnologia 5G e novos serviços como relacionados àssmart cities, internet of things (IoT), entre outros, em 2021, a infraestrutura de telecom seguirá um novo padrão, que vai trazer os sistemas irradiantes (antenas) para mais próximo do usuário (tecnologia chamada street level). De acordo com estudo realizado pela Accenture (Accenture Strategy – Smart Cities, How 5G CanHelp Municipalities Become Vibrant Smart Cities 2017), as operadoras de celular terão que adicionar de 10 a 100 vezes mais antenas para suprir a demanda por 5G, M2M e adensamento de redes.

Não há dúvidas de que a cidades brasileiras terão que superar esse gap de infraestrutura para continuarem competitivas. A adoção de soluções small cells e postes multiuso, suportadas pelo mobiliário urbano,será fundamental dadas as novas característica e exigências das redes, bem como o cuidado de reduzir o impacto visual causado pelas tradicionais ERBs.

Os países mais desenvolvidos estão certos de que criar barreiras para a instalação de antenas em centros urbanos prejudica o seu desenvolvimento e competitividade. Conectividade gera produtividade. E a China é um bom exemplo disso. O gráfico abaixo mostra o crescimento significativo de antenas na China em cerca de 200 mil antenas adicionais/ano desde 2015.

Em 2019, a China já tinha instalado2,1 milhões de antenas, enquanto que, no Brasil,o total de antenas é de apenas 90mil.

Essa nova conjuntura favoreceu o surgimento de novas soluções focadas especialmente nos centros urbanos densamente ocupados. Uma delas é a brasileira SKYSITES, a primeira empresa agregadora de sites urbanos para instalação de infraestrutura para antenas de telecomunicações, que desenvolveu a tecnologia de smallcellse cellpostes(postes multiuso) no Brasil.

Assmallcells são rádio base, de dimensões reduzidas, usadas para complementar a camada de antenas tradicionais (macrocélulas) no atendimento de grandes áreas, com alta densidade de edificações e de concentração de tráfego.De rápida instalação, as smallcells melhoram a cobertura nessas regiões específicas em harmonia com a arquitetura urbana. Utilizadas massivamente na implantação da tecnologia 5G, estima-se que o Brasil instalará 40 mil antenas smallcells nos próximos três anos.

Já o poste multiuso (também chamado de Biosite ou Cell Poste),fabricado em material metálico e similar aos postes de iluminação pública, tem capacidade de suportar todos os equipamentos de telecomunicações no interior de sua estrutura. As antenas são percebidas como um prolongamento do próprio poste. 

A utilização desse formato evita a necessidade de gabinetes externos ou de uma estrutura auxiliar, além de atender tanto a tecnologia 4G como a 5G. Os primeiros postes multiuso foram instalados no Brasil em 2014. Hoje existem mais de 2 mil deles instalados em 100 cidades. 

Essa solução, disponível para todas operadoras de telefonia, pode ser uma geradora de receitas acessórias para as concessionárias dos serviços deiluminação pública. Como elas detêm o uso do ativo poste de iluminação, essas empresas podem utilizá-lo também para receber a tecnologia de transmissão de telecomomunicação, além de usá-lo como conectividade para outros serviços como câmeras de CFTV (IP), sistema semafórico inteligente e telegestão da rede de IP, gerando novas receitas. Isso com a vantagem de não precisarem bancar o investimento em infraestrutura, custos na obtenção de licenciamento e de manutenção dos equipamentos de telecomunicação. Esse investimento fica a cargo da empresa contratada para instalar os equipamentos (smallcells e postes multiuso).

A versatilidade é outra vantagem. Em cada ponto selecionado pelas operadoras de telecomunicaçãonas cidades que concederam os serviços de IP à iniciativa privadapoderão ser instaladas diferentes combinações entre as soluções smallcells e postes multiuso, conforme a necessidade de cobertura de sinal ou de capacidade do sistema celular. 

Por meio de estudo detalhado, empresas como a Skysites têm condições de estimar a demanda potencial de novas antenas (incluindo a tecnologia 5G) permitindo àsconcessionárias prever omontante de receitas acessórias advindas de contratos com as empresas de telecom. Essa receita adicional poderá ser utilizada para subsidiar a implantação de sistemas de telegestão, muito relevantes hoje para dimensionar e controlar a economia trazida pela substituição de luminárias convencionais pelo sistema LED.

* Sérgio Amalfi Porto é Vice-Presidente da Skysites e representante da empresa na ABRASI

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